7 previsões para o futuro do setor elétrico brasileiro

Por: bolt
  • Mercado Livre


O setor elétrico brasileiro que conhecemos hoje, dividido em ACR (Ambiente de Contratação Regulada) e ACL (Ambiente de Contratação Livre) está sendo constantemente desafiado.

Isso porque os consumidores, residenciais ou empresariais, buscam na compra e no consumo de energia os menores preços, com as melhores condições de pagamento e alta disponibilidade.

De um lado da balança, está a necessidade de desenvolvimento e a demanda cada vez maior por energia, além da redução da desigualdade social bem como a melhora da qualidade de vida.

Do outro, o inevitável impacto ambiental que toda atividade econômica tem sobre o meio ambiente, principalmente na indústria, que tem índices elevados de emissão de gases carbônicos.

Para equilibrar tudo isso, o setor elétrico brasileiro precisa evoluir para atender a demanda, sem prejudicar empresas e pessoas, e ainda de forma sustentável, preservando o meio ambiente.

Antes de falarmos sobre as previsões para o setor, vamos conhecer alguns números importantes sobre o cenário atual.

O cenário atual do setor elétrico brasileiro

Em setembro de 2020, todas as regiões brasileiras registraram alta no consumo de energia elétrica, na comparação com o mesmo mês do ano passado, fato que não era visto desde novembro de 2019.

Segundo a Resenha Mensal publicada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a alta garantiu o segundo aumento consecutivo do consumo total de energia elétrica no país, da ordem de 2,6%, atingindo 40.227 Gwh.

O Mercado Livre continua subindo (9,3%), depois de já ter crescido 5,6% em agosto e 1,5% em julho. Na contramão do mercado cativo, em queda de 0,8% em setembro, depois de já ter perdido 0,9% em agosto e 3,2% em julho.

Hoje, a matriz energética brasileira tem 166,76 GW de capacidade instalada, sendo que 85% são de fontes renováveis, de acordo com estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Entre as quatro fontes com maior participação, temos as hidrelétricas (64,68%), térmicas a gás natural (9,08%), térmicas a biomassa (8,69%) e em quarto lugar as usinas eólicas (8,06%).

Também vale o destaque para a energia nuclear, com 1.990 MW de capacidade instalada, e a energia solar, com 1.198 MW.

O que vem por aí? Confira 7 previsões

O Brasil adota como instrumentos de planejamento energético o Plano Decenal de Expansão de Energia e o Plano Nacional de Energia, com cenários de longo prazo. Atualmente, estão vigentes o PNE 2030 e o PNE 2050.

Confira algumas das previsões destes dois planos, grifadas com asteriscos (*), entre outras tendências apontadas por especialistas do mercado elétrico.

1. Energia eólica

A energia eólica já apresenta uma participação significativa, com 7,6% da matriz elétrica brasileira, passando de 663 GWh em 2007, para 48.475 GWh em 2018*.

Para os próximos anos, com os investimentos de empresas e também do governo, a tendência é de que a energia eólica continue crescendo, podendo inclusive chegar à liderança na participação na matriz energética brasileira.

2. Energia solar

Na primeira quinzena de outubro de 2020, a geração de energia solar fotovoltaica registrou um crescimento de 11%, segundo boletim da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Sendo um país tropical, onde os raios solares são constantes em boa parte do ano, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, para o futuro a previsão é de que a energia solar continue em alta.

3. Geração distribuída

A previsão para os próximos anos, horizonte 2029, é de a geração distribuída alcançar 11,4 GW de capacidade instalada, o que demandará investimentos da ordem de R$ 50 bilhões ao longo do período*.

Em 2014, a vontade de gerar energia renovável era de 77%. Em 2020, esse índice subiu para 90% – dados que reforçam a tendência de crescimento da geração distribuída no Brasil.

4. Armazenamento de energia

Armazenar energia é essencial para a humanidade, como forma de ter esse recurso tão importante a qualquer momento. A queda nos preços das tecnologias e os incentivos dos governos de todo o mundo para a utilização de energia renovável estão tornando o armazenamento mais lucrativo do que exportar a energia para a rede elétrica. E nos próximos anos, essa prática continuará crescendo.

5. Veículos híbridos/elétricos

Em 2050, os veículos híbridos serão protagonistas, representando 61% dos licenciamentos, seguidos dos veículos à combustão interna, com 28% e 11% de veículos elétricos. Os veículos híbridos devem ocupar 85%, enquanto os veículos elétricos 15%*. Parece distante, mas esse é o futuro que já começou.

Isso deve impulsionar grandes transformações, e o setor elétrico deve estar preparado para essa nova realidade.

6. Liberdade de escolha

Pessoas e principalmente empresas querem ter mais liberdade de escolha na hora de comprar energia. No futuro, a compra poderá ser realizada pelo smartphone, por exemplo, onde o consumidor será livre para pesquisar preços, prazos, condições de pagamentos e os melhores fornecedores para suas necessidades.

7. Mercado Livre de Energia

A migração para o Mercado Livre não será um possibilidade apenas para empresas, mas também para consumidores residenciais, que terão um leque de opções na hora de comprar energia.

Para empresas que querem fazer parte do futuro, hoje, a Bolt oferece todo o suporte na migração, representação e gestão para o Mercado Livre de Energia.

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