Os impactos da pandemia e como o setor elétrico está superando a crise

Por: bolt
  • Mercado Livre


A pandemia do novo coronavírus provocou a redução no consumo de energia elétrica no Brasil, principalmente na indústria e no comércio, e como consequência disso veio a inadimplência.

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) calcula entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões o desequilíbrio econômico provocado pela pandemia nas empresas do setor elétrico.

Pelos cálculos da Abradee, o desequilíbrio representa um impacto de 20% a 25% no EBITDA (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) das empresas, mas existem companhias nas quais o impacto chega a 70%.

O pior já passou

Sim, o setor elétrico foi afetado pela crise do coronavírus, e o Mercado Livre de Energia também. Porém, apesar da queda no consumo e da inadimplência, o Ambiente de Contratação Livre (ACL) ainda superou o mercado cativo.

Nas duas primeiras semanas de julho, o mercado regulado teve retração de 3,6%. Já o Mercado Livre teve alta de 1,2%, revertendo as quedas de demanda que eram vistas até o fim de junho.

De acordo com a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), no primeiro semestre deste ano, houve um crescimento de 10,2% no volume de clientes livres, atingindo o montante de 7.222.

Desse total, 938 eram consumidores livres e 6.284 consumidores especiais.

A economia aumentou

Ainda segundo levantamento da Abraceel, houve aumento de 30% para 45% no índice de economia oferecida ao consumidor livre, no mesmo comparativo. E isso pode ser explicado pelo PLD menor.

No final do primeiro semestre deste ano, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) Sudeste/Centro-Oeste atingiu patamar de R$ 121,48/MWh, resultado quase 60% inferior aos R$ 294,99/MWh registrados no início de 2020.

Leia mais: O que é PLD e como funciona esse cálculo no Mercado Livre

Ou seja, mesmo durante a crise, o Mercado Livre de Energia continuou se mostrando amplamente vantajoso em relação ao mercado cativo, onde os consumidores não podem negociar preço, prazo e outras condições.

As migrações continuaram

Também no primeiro semestre, ocorreram 165 novas migrações, motivadas, entre outros fatores, pelo preço até 45% menor da energia vendida pelas distribuidoras no Mercado Livre.

Além da redução de custos, a liberdade de escolha, previsibilidade financeira, aumento da competitividade e eficiência energética, e a diminuição do impacto ambiental são outros atrativos para as empresas que desejam ser livres.

Leia mais: Mercado Livre de Energia: 6 motivos para a sua empresa aderir

Ranking de consumo

O Pará é o campeão nacional de consumo de energia livre, que responde por 53% do total da energia consumida pelo estado. Em seguida, vem Minas Gerais com 48% e em terceiro lugar o Espírito Santo, com 34%.

Ranking de geração

Quando falamos em energias renováveis, o Nordeste é soberano. 

Os estados que lideram a geração de energia solar são Bahia, Minas Gerais e Piauí, segundo a Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica (Absolar).

O Nordeste, sozinho, é responsável ainda por cerca de 80% da energia eólica gerada em todo o país. Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará lideram a lista, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

Como o setor elétrico está superando a crise?

Para reduzir o impacto nas distribuidoras e nos consumidores, o Governo Federal realizou ações como a suspensão do corte de energia elétrica por falta de pagamento de abril até o fim de julho. 

Com o objetivo de diminuir a inadimplência, que acaba afetando o setor elétrico como um todo, outra medida foi a isenção de tarifa de energia para o consumidor de baixa renda por 90 dias.

Conta-Covid

Também foi criada a Conta-Covid, para aliviar os impactos da crise nas contas de luz pagas pelos consumidores e também preservar a liquidez das empresas do setor, que sofreram com a redução de receita. 

A medida permite a concessão de empréstimos às empresas no valor de até R$ 16,1 bilhões. Os recursos serão oferecidos ao setor por um conjunto de bancos liderados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Esses empréstimos deverão ser pagos ao longo de 60 meses. Com a Conta-Covid, o reajuste das tarifas de energia elétrica será diluído ao longo de 60 meses, ao invés de 12 meses.

É verdade que, com os juros, esse valor de R$ 16,1 bilhões pode aumentar e muito. Porém, neste momento, a Conta-Covid aparece como um incentivo importante para reduzir os impactos da crise causada pelo novo coronavírus.

Dias melhores virão

Assim como em todos os setores, os efeitos da crise no setor elétrico devem se prolongar ao longo de 2021. De toda forma, as distribuidoras e comercializadoras não medirão esforços para a volta da normalidade.

O setor elétrico já viveu e superou momentos difíceis no passado. Desta vez, não será diferente. E a Bolt, garante aos seus clientes e parceiros que está empenhada em garantir o cumprimento de todos os contratos vigentes.

Em respeito aos nossos clientes e parceiros, estamos trabalhando arduamente para continuar oferecendo as melhores soluções em energia para empresas que buscam redução de custos e outras vantagens do Mercado Livre.

Venceremos, juntos!


Artigo escrito por bolt

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