Guia: como começar a atuar no Mercado Livre de Energia

Por: bolt
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De acordo com o “Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2018”, produzido pela Empresa de Pesquisa Energética em parceria com o Ministério de Minas e Energia, o consumo por meio do mercado livre de energia atingiu mais de 147 mil GWh em 2017.

Outra pesquisa apresentada pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) e divulgada no site do jornal “Estado de Minas”, mostra que o setor já movimenta R$ 134 bilhões. Além disso, a economia gerada em 10 anos chega a R$ 200 bilhões.

Mas quais são as vantagens que o mercado livre de energia oferece? Como uma empresa pode ingressar nesse setor promissor? Neste artigo, responderemos essas perguntas. Acompanhe!

Como ingressar no mercado livre de energia?

Para comprar energia no ambiente de contratação livre (ACL) – outro termo do mercado livre – o consumidor precisa se enquadrar em, pelo menos, uma das seguintes categorias: livre ou especial. Esse último engloba os consumidores que possuem uma demanda energética igual ou maior do que 500 KW mês.

Como essa faixa de consumo é a mínima no ACL, isso significa que as regras atuais não favorecem a entrada de consumidores residenciais. Pois segundo o já citado o “Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2018”, o gasto médio mensal das residências brasileiras é de 158 KWh/mês. Atualmente, os setores: industrial, empresarial e comercial, são os que integram o mercado livre de energia.

Para a categoria especial, as diretrizes impostas tanto pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) quanto pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) – órgãos reguladores do ACL – limitam a compra de energia apenas de fornecedores que recebem incentivos do Governo Federal.

Nesse caso, são os geradores de energia eólica, solar, biomassa e centrais elétricas de pequeno porte (potência entre 1 MWmed e 30 MWmed. Por outro lado, os consumidores livres são aqueles que possuem uma demanda superior a 2.000 KWh. Para esses, não existem restrições quanto ao tipo de energia que podem comprar. Pelo contrário, eles têm total liberdade para escolher os seus fornecedores.

Para as empresas que desejam migrar do mercado cativo para o livre, são necessários tomar alguns passos. Por exemplo:

  • adequação dos medidores de consumo de acordo com o padrão da CCEE;
  • instalação do sistema de telemetria (medição remota);
  • previsão do consumo de energia;
  • aporte das garantias financeiras da CCEE;
  • cadastrar-se como agente ou possuir um representante na CCEE;
  • rescindir o contrato com o mercado cativo.

Uma vez dentro do mercado livre energia, o consumidor precisa assinar um contrato como o gerador de energia e outro com o sistema distribuidor – ambos com registros na CCEE. Sendo assim, esses contratos não só ficam legais como também servem de indicadores para a contabilização e a liquidação das diferenças – custo marginal de operação.

Essa formalização contratual é feita por meio de livre negociação durante os leilões de energia feitos pela CCEE. Desse modo, o consumidor e o fornecedor estabelecem preços, taxas e demandas. Quanto ao tempo dos contratos, é possível serem de longo ou curto prazo.

Na primeira hipótese, o consumidor sofrerá menos com a volatilidade das tarifas, pois os valores são pré-fixados. Por outro lado, os acordos em curto prazo são renovados com mais frequência, por isso sentem mais os impactos das variações vindas do setor energético.

Quais é a vantagem de comprar energia com liberdade?

Podemos enumerar muitos benefícios de ingressar no mercado livre de energia, um deles é a ausência de bandeiras tarifárias. Esses tipos de taxas são inseridos na conta do consumidor mediante a autorização da ANEEL e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Quanto maior for o custo da geração de energia, aumenta-se o valor das bandeiras tarifárias.

Porém, essas taxas são repassadas ao consumidor cativo pelas usinas que fazem parte do Sistema Interligado Nacional (SIN). Entretanto, os consumidores e os geradores do mercado livre de energia não estão conectados ao SIN, portanto não sofrem o impacto das bandeiras tarifárias.

Outra vantagem é a possibilidade de revender a energia não utilizada. Como assim? Visto que a maioria dos contratos realizados entre fornecedores e consumidores são feitos com antecedência, podem ocorrer situações que impedem o gasto do montante energético adquirido. Nesse caso, o consumidor pode negociar a venda com outros agentes do mercado livre.

Enfim, o ambiente de contratação livre é o futuro do mercado energético brasileiro. Afinal, esse setor está de acordo com o perfil dos consumidores modernos que desejam flexibilidade, liberdade e bons preços de consumo.

O que achou de nosso artigo? Entendeu como começar a atuar no mercado livre de energia? O que acha de ficar livre de vez das bandeiras tarifárias e aumentar os lucros do seu negócio? Nós, da Bolt Energia, temos a melhor solução para você. Entre em contato com o nosso time de especialistas!


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