Bolt

Entenda as bandeiras na conta de luz

Por: bolt
  • Economia energética


As bandeiras tarifárias foram criadas em 2015, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a fim de cobrar tarifas adicionais às contas para repor gastos extras com a utilização das termelétricas em determinado período. 

Entretanto, em setembro deste ano, houve uma mudança. O Governo Federal criou novas bandeiras para conter a escassez hídrica e com isso, foi decretado um aumento de 7% na fatura de todos os brasileiros.

Por conta desse reajuste, vamos ajudar você a entender as novas bandeiras tarifárias e como elas afetam as contas de energia.

Entendendo o contexto da mudança

De acordo com a ANEEL, o valor da bandeira passa a ser de R$0,1420 por cada quilowatt-hora (kWh) consumido. É o que determina a Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG). 

Embora o valor seja novo, ele não será cobrado para os clientes que têm tarifa social (baixa renda). Para esses clientes será mantida a cobrança da bandeira anterior. E por que esse reajuste vem ocorrendo? 

Resumidamente, estamos no período mais seco do ano e com a baixa do número de chuvas. Segundo a Aneel, “a maior parte da energia elétrica usada em nosso país é gerada nas usinas hidrelétricas”, o que significa que todos precisam economizar de forma mais consciente. 

A própria Aneel preparou um infográfico em forma de vídeo para entendermos a questão da energia nesse momento do país. Confira abaixo: 

As cores das novas bandeiras de energia: 

Para facilitar, vamos pensar nas cores de um semáforo. Essa ideia visa incentivar o consumidor a desacelerar o consumo com a abstração do sinal de trânsito. Devagar é o amarelo, “pare” é o vermelho e verde indica que você pode continuar. 

A bandeira verde

A bandeira verde aparece na conta de luz quando não há condições desfavoráveis para a geração de energia. Com isso, não há nenhum acréscimo para o consumidor na tarifa.

A bandeira amarela

Já a bandeira amarela sinaliza que algumas condições que encarecem a geração de energia começaram a aparecer. Com isso, a tarifa passa a ter um acréscimo de R$1,874 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido no mês.

A bandeira vermelha

A bandeira vermelha tem duas divisões: o patamar 1 e 2. Essa cor sinaliza que as condições de consumo de energia precisam ser revistas. 

O patamar 1 representa um acréscimo de R$3,971 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido. Já o patamar 2 representa um acréscimo de R$9,492 para cada 100 quilowatt-hora. Quanto maior o patamar, maiores os custos de geração.

O Jornal Hoje, da TV Globo, também preparou um panorama dessa questão com uma reportagem completa sobre o assunto, veja aqui

Quais os efeitos da nova bandeira para a economia?

As novas bandeiras da Aneel representam um efeito direto para os consumidores, pois quanto maior a conta de energia em uma residência, maior o impacto dessa cobrança extra. 

Além disso, há outro efeito indireto dessa conta de luz mais cara. Ela indica um aumento da cadeia produtiva do país, por isso é necessário um esforço coletivo para esse momento. 

O governo também anunciou a criação de um programa de redução voluntária de consumo de energia, passando a existir um bônus para quem cortar o consumo entre os meses de setembro e dezembro.

A redução mínima no consumo para ingressar no programa é de 10%, e o pagamento é limitado até 20%. Ou seja, mesmo se reduzir mais do que 20%, receberá o bônus equivalente apenas a essa porcentagem.

Vamos exemplificar de acordo com a explicação do Ministério de Minas e Energia:

– Se uma família consumiu 120 kWh em setembro de 2020, 130 kWh em outubro, 110 kWh em novembro e 140 kWh em dezembro de 2020, a sua média será de 125 kWh.

– Caso os próximos consumos dessa família sejam 105 kWh em setembro deste ano, 110 kWh em outubro, 100 kWh em novembro e 110 kWh em dezembro de 2021, seu consumo médio durante a apuração do programa terá sido de 106,25 kWh.

– Essa família terá reduzido 15% o seu consumo em relação à média dos mesmos meses do ano passado.

– Ao final do programa, a família terá direito de receber R$37,50 a título de bônus.

Conclusão: 

As bandeiras tarifárias surgiram em 2015, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), como uma forma de inovação a fim de repor gastos extras com a utilização das termelétricas em determinado período.

Este ano, uma mudança foi feita. Houve um reajuste de 7% no valor da tarifa e novas bandeiras foram criadas para conter a escassez hídrica no país, são elas: bandeiras verde, amarela e vermelha. Vale lembrar que o reajuste na tarifa não será cobrado para os clientes que têm tarifa social (baixa renda).

Junto com esse anúncio, o governo também lançou um programa de redução voluntária de consumo de energia, passando a existir um bônus para quem cortar o consumo entre os meses de setembro e dezembro.


Artigo escrito por bolt

você também vai gostar de ler