Contratos de curto e longo prazo: entenda a compra de energia no Mercado Livre

Por: bolt
  • Fontes Renováveis


A compra de energia no mercado livre brasileiro atinge patamares cada vez maiores. De acordo com um artigo do site de notícias G1, recentemente o consumo de energia no ambiente de contratação livre (ACL) passou a representar 30% de todo o sistema elétrico do Brasil. Dessa forma, chegou-se a 18.046 megawatts (MW) de produção. Com certeza, uma evolução surpreendente!

Mas o que é o mercado livre de energia? Quais são as vantagens dele? Como comprar energia no ACL? Vejamos as respostas nos próximos tópicos!

O que é o mercado livre de energia?

O mercado tradicional conhecido como ambiente de contratação regulada (ACR), não permite que o consumidor escolha qual companhia prestará os serviços de energia elétrica. Dessa forma, ele fica cativo a empresa que tem a concessão de distribuição de energia na região em que está localizado.

Por outro lado, o mercado livre permite que o consumidor escolha de qual companhia comprará a sua energia. Sendo assim, esse cliente consegue adquirir a energia direto das geradoras ou das comercializadoras. Bastando apenas estar conectado a uma rede e pagar a fatura pelo serviço elétrico.

Quais são as vantagens da compra de energia pelo mercado livre?

Uma das principais vantagens do mercado livre é a redução de custos. Uma vez que, a energia é comprada diretamente do fornecedor, o consumidor tem a liberdade de negociar preços e prazos de acordo com as necessidades dele. Dessa forma, é possível ficar livre das bandeiras tarifárias e outros encargos vindos do governo e das concessionárias tradicionais.

Outro benefício é a previsibilidade das despesas relacionadas com o consumo de energia elétrica. Uma vez que o mercado livre permite que as condições de contratação do volume de energia sejam feitas previamente. Sendo assim, adquire-se também a flexibilidade, pois o consumidor pode migrar de um fornecedor para o outro visando melhores preços ou maiores demandas de energia.

Há ainda outro fator que pesa a favor: a venda de “sobras” de energia. Funciona assim, às vezes, em determinados períodos, as geradoras de energia, em especial as de fontes renováveis, produzem mais do que a demanda consumida. Nesse caso, como a energia não pode ser estocada, esses geradores a vendem a um preço mais em conta para o consumidor final.

Como realizar a compra de energia?

No mercado livre existem duas categorias de consumidores: o especial e o livre. O primeiro grupo engloba as unidades consumidoras que tenham uma demanda energética de energia igual ou maior do que 500 quilowatts (KW) chegando ao teto de 2.000 KW. Como comparação, um transformador de postes abastece as residências de três a quatro ruas com o consumo médio de 75 KW.

Essa categoria só pode adquirir a energia vinda de fontes renováveis, como de Pequenas Centrais Hidrelétricas (com potência de até 30.000 Kw), Biomassa, Eólica e Solar . No entanto, há um desconto de, no mínimo, 50% na tarifa paga às distribuidoras.

Já o grupo de clientes livres, precisa ter uma demanda de energia igual ou superior a 2.000 KW. Grandes indústrias químicas, produtoras de alimentos e siderúrgicas, geralmente são os consumidores que fazem parte dessa categoria. Empresas desse grupo podem adquirir energia de qualquer fonte, como grandes hidrelétricas do país, usinas térmicas e eólicas.

Uma exigência para entrar no mercado livre de energia é que o comprador solicite um cadastro, faça uma habilitação técnica e operacional na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Nesse mesmo órgão, as operações entre consumidores e fornecedores serão registradas.

Existem dois tipos de energias que podem ser contratadas: a convencional e a incentivada. No primeiro caso, o consumidor adquire a energia das usinas hidrelétricas ou térmicas. Para esse tipo de compra não há descontos na tarifa de uso.

Em contrapartida, a energia incentivada é estimulada pelo governo por meio de descontos que começam em 50%. Nessa categoria, estão os fornecedores que geram energia de fontes renováveis como a biomassa, eólica e a solar.

Olhando para o futuro do mercado de energia no Brasil, podemos notar uma descentralização no consumo. Um dos motivos é o encarecimento da conta de luz vindo das baixas médias de chuva – lembrando que o nível dos rios reflete na produção das hidrelétricas – e a elevação da demanda por energia.

Essa mudança é muito saudável. Afinal, isso aumenta a competitividade do setor, forçando as concessionárias tradicionais a baixarem os seus preços. Além disso, crescerá ainda mais a procura por fontes renováveis de energia.

Quer entrar para o grupo de pessoas que compra energia no mercado livre? Deseja ficar livre de vez das caras bandeiras tarifárias? Entre em contato com a Bolt Energias.

 

 

 


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