Mercado Livre de Energia: Bolt e CGN fecham contrato de longo prazo

Por: bolt
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A negociação girou em torno de R$ 90 milhões e vai contribuir para a expansão do Ambiente de Contratação Livre (ACL)

A Bolt Energy, comercializadora de energia com mais de 10 anos de atuação no Mercado Livre de Energia, fechou um contrato de longo prazo com a CGN Brasil Energia e Participações, braço da China General Nuclear Power Group (CGN) no país.

A negociação, que girou em torno de R$ 90 milhões, envolve a compra de energia eólica, por parte da Bolt, oriunda do complexo eólico Lagoa do Barro, no Piauí. Mais especificamente dos projetos Lagoa do Barro IX Energias Renováveis e Lagoa do Barro X Energias Renováveis. 

A CGN, que ingressou no mercado brasileiro há pouco mais de um ano, por meio da compra da Atlantic Energias Renováveis, possuí 46 projetos globais com uma capacidade instalada total de 13,64 GW.

Hoje, a CGN aparece como a quinta maior produtora de energia limpa da América Latina, de acordo com a BloombergNEF, e segue firme em sua missão de ser um importante player no setor de energia renovável no Brasil, expandindo a capacidade de geração eólica e solar no país.

A parceria

O contrato firmado entre Bolt e CGN se mostra de grande importância para o desenvolvimento de novos projetos de energia renovável, visto o aumento da demanda por energia limpa nos últimos anos.

A parceria vai beneficiar também o Mercado Livre de Energia como um todo, propiciando preços mais competitivos para os consumidores e maior participação entre os agentes do setor.

Segundo seus representantes, este é somente o início da parceria, visto que já existem outros projetos no pipeline de ambas as empresas para contratos de longo prazo no Mercado Livre de Energia.

Gustavo Ayala, CEO da Bolt, ressalta a confiança da empresa no setor e também na parceria. “O Mercado Livre de Energia está em franca expansão, e sabemos que, para os próximos anos, o crescimento deve ser cada vez maior. Essa segurança facilitou nossa decisão de compra junto à CGN, que hoje se destaca na geração de energia renovável.”

A energia eólica e o Nordeste

A energia eólica já é a segunda fonte de energia do Brasil, ficando atrás somente das hidrelétricas. No Nordeste, a energia produzida apenas no dia 30 de setembro foi suficiente para atender toda a região e ainda sobrar um pouco. O Brasil tem 653 parques eólicos, sendo que 82% se encontram no Nordeste, onde as condições naturais são mais favoráveis a produção desse tipo de energia, principalmente em setembro, mês que faz parte da chamada “safra dos ventos”.

A abertura do Mercado Livre

Assim como nos últimos 10 anos, nos próximos a energia eólica deve continuar aumentando a sua participação e impulsionando assim o Mercado Livre de Energia, que cresceu 6% em 2019 e movimentou R$ 134 bilhões, segundo a Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia).

Em dezembro de 2019, o Ministério de Minas e Energia (MME) aprovou novas etapas de abertura do Mercado Livre de Energia, reduzindo o limite mínimo de carga de consumidores elegíveis para atuar nesse mercado.

A abertura total do Ambiente de Contratação Livre (ACL), porém, ainda dependerá de reformas estruturais do setor elétrico brasileiro, que estão previstas para acontecer nos próximos anos.

O fato é que, caso finalmente aconteça a abertura, empresas e consumidores serão amplamente beneficiados com preços menores na hora de comprar energia e maior liberdade para negociar seus contratos.

Leia a matéria completa sobre a negociação no Valor Econômico.


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